O que é CRI e Por Que está Atraindo Tantos Investidores?

O que é CRI? Em resumo, trata-se do Certificado de Recebíveis Imobiliários, um investimento lastreado no setor imobiliário.

Você já ouviu falar em CRI? Certamente, o termo pode soar estranho à primeira vista. Ainda assim, está cada vez mais presente em conversas sobre investimentos no Brasil. Aliás, é natural ter dúvidas sobre o que esse conceito realmente significa e como ele pode impactar suas escolhas financeiras.

Antes de mais nada, imagine um grande projeto imobiliário. Por exemplo, um novo prédio sendo construído em sua cidade. Os recursos para esse projeto precisam vir de algum lugar, certo?

É aí que entra o CRI. Ele representa uma forma de captar dinheiro no mercado, permitindo que investidores comuns como você possam participar indiretamente do setor imobiliário.

Assim sendo, entender o que é CRI faz toda a diferença para quem deseja diversificar os investimentos. Afinal, é uma alternativa que vai além dos tradicionais fundos de renda fixa ou ações.

  • Mas, o que exatamente é um CRI?
  • Como funciona esse tipo de investimento?
  • Quais os seus riscos e benefícios?

Logo, vale a pena conhecer mais detalhes sobre o tema. Dá para comparar o CRI a uma ponte entre o investidor e o mercado imobiliário, com vantagens únicas. Posteriormente, você vai descobrir se vale a pena considerar esse caminho em sua carteira de investimentos.


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Definição de CRI e seu papel no mercado financeiro

CRI, ou Certificado de Recebíveis Imobiliários, é um título de renda fixa que representa uma promessa de pagamento baseada em créditos imobiliários.

Em outras palavras, é como se fosse um recibo de dívida: alguém adiantou dinheiro para uma empresa do setor imobiliário, e o investidor que compra o CRI passa a receber os pagamentos futuros dessa dívida. Logo, o CRI serve como uma ponte entre investidores e o setor imobiliário.

Do mesmo modo que um empréstimo bancário, só que invertido. Em vez do banco emprestar para a construtora, são pessoas e empresas que fazem esse papel. Portanto, comprar um CRI é investir no setor imobiliário sem precisar construir nada ou comprar imóveis físicos.

Igualmente, é uma forma de diversificar investimentos, pois o risco e as oportunidades se diferenciam daquelas de outros títulos tradicionais.

Eventualmente, uma dúvida surge: quem emite o CRI? Aqui entra o papel das securitizadoras. Essas empresas pegam créditos do setor imobiliário – por exemplo, parcelas de um financiamento de imóvel – e os “empacotam” em títulos, os CRIs.

Os investidores compram esses títulos e, ao longo do tempo, recebem o dinheiro dos financiamentos pagos pelos compradores dos imóveis.

Veja o fluxo simplificado:

EtapaQuem participaO que acontece
OriginaçãoConstrutoraGera créditos imobiliários
SecuritizaçãosecuritizadoraConverte créditos em CRI
DistribuiçãoInvestidorCompra os CRIs
PagamentoInvestidorRecebe rendimentos

Semelhantemente aos CDBs, LCIs e outros títulos, o CRI possui diferentes prazos e rentabilidades. Em suma, a remuneração ao investidor pode variar conforme a taxa de juros, inflação, ou ser prefixada.

Contudo, uma característica marcante do CRI é a possibilidade de isenção de Imposto de Renda para pessoas físicas, o que atrai muitos investidores.

Por fim, podemos comparar o CRI a uma forma de “parcelar” grandes obras com o dinheiro do próprio mercado, sem depender apenas de bancos ou financiamentos tradicionais.

Assim sendo, o CRI desempenha um papel relevante ao oferecer liquidez e novas fontes de financiamento para o setor imobiliário nacional.


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Como funcionam os certificados de recebíveis imobiliários?

Imagine um documento que representa um pagamento futuro. É assim que o CRI funciona – como um tipo de promessa. Mas, nesse caso, a promessa é de receber dinheiro de transações imobiliárias, como vendas ou aluguéis.

De fato, quem compra um CRI está investindo em créditos imobiliários. Ou seja, o investidor adianta dinheiro para que as empresas do setor imobiliário possam tocar seus projetos. Mais tarde, recebe pagamentos com juros.

Dessa forma, é como se o investidor emprestasse dinheiro ao setor imobiliário, recebendo lucros pelo risco e pelo tempo de espera.

Nem sempre é fácil visualizar. Portanto, pense no CRI como um recibo que pode ser vendido. Esse recibo é emitido por uma securitizadora, que transforma dívidas futuras em um produto “vendável”. Assim, diferentes investidores passam a receber, aos poucos, pagamentos atrelados ao setor.

Quem Participa?O que faz?
Empresa ImobiliáriaGera os créditos
SecuritizadoraEmite os CRIs
InvestidorCompra os CRIs

Assim sendo, o rendimento do CRI depende dos pagamentos dos financiamentos ou aluguéis que formam o lastro desse título. Inevitavelmente, se houver inadimplência, quem sente o impacto é o investidor. Nada obstante, muitos CRIs contam com garantias, o que reduz os riscos.

Por fim, vale lembrar: os CRIs não têm cobertura do FGC. Portanto, é crucial analisar bem antes de investir. Salvo raras exceções, quanto maior a promessa de renda, maior o risco. O CRI transforma fluxos longos de dinheiro imobiliário em oportunidades para quem quer investir de maneira diferente.


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Principais vantagens de investir em CRI

Antes de tudo, investir em CRI oferece uma forma simples de acessar o mercado imobiliário sem comprar um imóvel inteiro. Você investe em títulos lastreados em recebíveis imobiliários. Ou seja, o dinheiro do investimento é usado para financiar projetos de construção ou venda de imóveis.

Assim, você participa do setor imobiliário sem burocracia de compras, aluguéis ou manutenção.

Além disso, os CRIs costumam oferecer rendimento acima da média dos títulos tradicionais de renda fixa, como CDB ou Tesouro Direto. Isso ocorre porque carregam um nível de risco um pouco maior, em contrapartida, trazem potencial de retorno mais interessante.

Veja como se comparam:

InvestimentoRentabilidade média (%)Liquidez
CRI7 a 12Baixa
CDB6 a 10Alta
Tesouro direto5 a 10Alta

Ademais, muitos CRIs contam com isenção de imposto de renda para pessoas físicas. Isto é, você pode receber rendimentos líquidos, sem descontos, o que faz muita diferença no longo prazo.

Por exemplo: ao investir em outros ativos, parte do lucro vai para o imposto. Já no CRI, o total dos juros vem direto para o seu bolso.

Outra vantagem está na previsibilidade dos pagamentos. A maioria dos CRIs paga rendimentos mensais ou semestrais, definidos já no momento da aplicação. Em suma, isso facilita o planejamento financeiro, uma vez que você sabe quando e quanto vai receber, semelhante ao aluguel de um imóvel próprio.

Por fim, os CRIs permitem diversificação. Inclusive, quem possui diferentes títulos, com prazos e emissores variados, consegue equilibrar riscos e explorar diferentes oportunidades. Imagine montar sua própria carteira de imóveis, só que em vez de portarias e chaves, você recebe extratos bancários.

Não obstante, o mercado de CRI vem evoluindo. Atualmente, existem plataformas digitais facilitando o acesso a esses ativos, tornando o investimento possível mesmo para quem tem pouco capital. Assim sendo, entrar nesse mercado ficou ainda mais acessível.


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Rumo à Liberdade Financeira - Criativo Pote de Moedas

Riscos associados aos CRIs e como mitigá-los

Antes de tudo, é essencial compreender que os CRIs, embora tragam boas oportunidades de retorno, também carregam certos riscos.

Primeiramente, o risco de crédito se destaca. Afinal, quem investe está confiando que o emissor do CRI honrará os pagamentos. Se houver inadimplência nos recebíveis que lastreiam o título, os fluxos prometidos podem não acontecer.

Outra preocupação importante é o risco de liquidez. Ou seja, pode ser difícil vender o CRI antes do vencimento. Dessa forma, se surgir uma necessidade de resgatar o investimento rapidamente, talvez não seja possível encontrar compradores com facilidade.

Isso significa menos flexibilidade para o investidor que precisa do dinheiro de volta.

Além disso, há o risco de mercado. Quando a taxa de juros sobe, o valor de mercado dos CRIs pode cair. Isso ocorre analogamente ao que acontece com outros títulos de renda fixa. Assim, quem precisar vender nessas situações pode ter um retorno inferior ao esperado.

Observe com atenção a tabela a seguir. Ela ilustra os principais riscos e estratégias para tentar mitigá-los:

Riscocomo Mitigar
CréditoEscolher CRIs com rating elevado
liquidezInvestir apenas com dinheiro que pode ficar parado
MercadoDiversificar entre vários títulos e prazos

Como resultado, diversificar é uma das melhores defesas possíveis. Procure investir em diferentes CRIs, de variados setores e prazos. Também, pesquise e entenda quem são os emissores. Nem todo CRI é igual ao outro – os detalhes fazem toda a diferença.

Outrossim, confira atentamente os documentos do CRI antes de investir. Leia a lâmina e, se possível, o prospecto. Nessas informações aparecem os detalhes dos recebíveis, garantias, taxas e potenciais conflitos. Assim sendo, com conhecimento e cautela, os riscos tendem a ficar mais sob controle.


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Estrutura Jurídica e Operacional dos CRIs

Antes de mais nada, vale entender quem pode criar e operar um CRI. Quem emite esse tipo de título são as securitizadoras. Ou seja, empresas criadas justamente para transformar créditos imobiliários em investimentos negociáveis no mercado.

Essas companhias devem ser registradas na CVM (Comissão de Valores Mobiliários), seguindo normas claras. Afinal, há regras rígidas para garantir transparência e proteção ao investidor.

De acordo com a regulamentação, o CRI nasce a partir da compra de direitos de recebimento relacionados ao setor imobiliário.

Imagine, por exemplo, parcelas de venda de imóveis ou aluguéis futuros. As securitizadoras adquirem esses direitos das empresas do setor. Logo depois, emitem os CRIs, permitindo que investidores financiem indiretamente o mercado imobiliário.

O processo é mais simples do que parece. Tudo começa com a identificação de recebíveis. Depois, esses créditos vão para um patrimônio separado dentro da securitizadora, isolando-os do restante dos ativos da empresa.

Dessa forma, mesmo que a empresa tenha problemas financeiros, o investidor não corre o risco de perder seu dinheiro, salvo situações excepcionais.

EtapaExplicação Simples
Identificação dos CréditosBuscar dívidas a receber, como alugueis.
EstruturaçãoOrganizar os créditos em um fundo separado.
Emissão dos CRIsGerar títulos e vender para investidores.

Em geral, os CRIs têm regras detalhadas nos documentos de emissão. Por exemplo, prazos, taxas de juros, garantias envolvidas e formas de pagamento. Além disso, contratos de garantia, como seguros, alienação fiduciária ou hipoteca, podem ser usados para dar ainda mais segurança.

Outro ponto relevante é a atuação dos agentes fiduciários. Eles acompanham a operação do início ao fim, defendendo os interesses dos detentores dos títulos. sobretudo, garantem o cumprimento das obrigações da securitizadora, reportando eventuais falhas à CVM.

Dessa forma, o sistema inteiro funciona com confiança e previsibilidade.

Por fim, os CRIs podem ser negociados nas bolsas, a saber, o ambiente eletrônico da B3. Isso garante liquidez – isto é, o investidor pode vender seu título antes do vencimento caso precise de dinheiro.

E, claro, as regras rígidas e a fiscalização constante fazem desse investimento uma alternativa sólida para quem busca diversificar sua carteira.


Comparando CRI com outros títulos de renda fixa

Primeiramente, é importante entender que o CRI (Certificado de Recebíveis Imobiliários) tem um papel diferenciado no universo da renda fixa. Enquanto muitas pessoas pensam logo no Tesouro Direto ou no CDB, o CRI aparece como uma alternativa única.

Afinal, o CRI é lastreado em créditos do setor imobiliário, trazendo características que nem sempre outros títulos oferecem.

Por exemplo, enquanto o Tesouro Direto é emitido pelo governo, o CRI tem origem no mercado privado. Isso significa riscos e, ao mesmo tempo, oportunidades diferentes. Aliás, os rendimentos geralmente são superiores aos títulos tradicionais, justamente para compensar o risco um pouco maior.

Veja a comparação simplificada:

TítuloEmissorRentabilidadeGarantiaTributação
CRIPrivadoAltaRecebíveis imobiliáriosIsento para pessoa física
Tesouro DiretoGovernoMédiaGoverno federalTributável
CDBBancosBaixa a médiaFGC até R$250 milTributável

Em síntese, o CRI, diferentemente do CDB ou da LCI, não conta com a proteção do Fundo Garantidor de Créditos (FGC). Para quem quer segurança máxima, talvez esse detalhe pese na escolha.

Por outro lado, a vantagem está na possibilidade de retorno mais elevado e isenção de IR para pessoa física, o que pode tornar o CRI bastante atraente para quem pensa no longo prazo.

Assim como acontece com a LCI e a LCA, o CRI também é isento de Imposto de Renda. Porém, enquanto essas letras são ofertadas apenas por bancos, o CRI pode ser negociado por securitizadoras de diversos tipos, ampliando o leque de emissores e perfis de risco.

Antes de tudo, convém lembrar: cada investidor precisa alinhar o tipo de título ao seu perfil e objetivo. Quem busca previsibilidade e máxima segurança, invariavelmente, vai se sentir confortável no Tesouro Direto. Quem deseja algo extra em retorno, não raro olha para o CRI como uma boa oportunidade.

Portanto, CRI, Tesouro Direto, CDB ou LCI? Depende dos seus planos e necessidades. O mercado oferece alternativas para todos os gostos. Faça escolhas inteligentes, sempre de acordo com seu perfil.


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Critérios para escolher o melhor CRI para seu perfil

Escolher o melhor CRI exige atenção a detalhes importantes. Primeiramente, entenda o seu próprio perfil de investidor. Você é conservador? Busca segurança acima de tudo? Ou está disposto a correr mais riscos por uma rentabilidade maior?

Pense nisso como escolher entre um passeio tranquilo no parque ou uma aventura radical na montanha-russa.

Além disso, analise o prazo de vencimento. Alguns CRIs são curtinhos, outros podem demorar anos para pagar tudo.

Por exemplo, quem pretende usar o dinheiro em breve pode preferir prazos mais curtos. Já investidores de longo prazo podem buscar CRIs mais esticados, aproveitando juros maiores.

PerfilPrazo do CRI
ConservadorCurto
ModeradoMédio
ArrojadoLongo

No entanto, não olhe só para o rendimento. Certamente, taxas de administração e estrutura de garantias também fazem diferença. Um CRI com taxa baixa e boa segurança – como garantia de imóveis ou recebíveis confiáveis – tende a ser mais estável.

Por outro lado, rendimentos altos raramente vêm sozinhos; podem representar riscos maiores.

Analise, também, a reputação da empresa que emitiu o CRI. Analogamente a avaliar um carro usado antes de comprar, pesquisar o histórico do emissor evita surpresas desagradáveis. Consulte avaliações, relatórios e converse com outros investidores, se possível.

Por fim, diversifique. Não coloque todo seu dinheiro em apenas um título. Espalhar os investimentos entre diferentes CRIs e outros ativos reduz riscos inesperados e dá mais tranquilidade. Assim, se um deles der problema, os outros seguram a onda.

Pensando nisso, um mix bem pensado sempre faz diferença ao longo do tempo.


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Recomendações práticas para investidores iniciantes em CRI

Nesse universo dos CRIs, primeiramente, organize seu planejamento financeiro. Não mergulhe às cegas. Mapeie quanto pode investir sem afetar outras despesas essenciais.

Lembre-se: o investimento em CRI não tem a mesma liquidez que a poupança, por exemplo. Ou seja, a grana pode ficar presa por mais tempo.

Analogamente ao que fazemos antes de uma longa viagem, estude o destino.

Leia sobre CRIs, pesquise as securitizadoras e entenda os riscos envolvidos. Consulte o rating do título. Quanto maior o rating, menor o risco, porém, geralmente, menor também a remuneração. Avalie se o título conta com garantias reais, como imóveis atrelados ao crédito.

Antes de tomar qualquer decisão, compare as taxas e retornos oferecidos. Veja o exemplo na tabela abaixo:

CRI ACRI BCRI C
Remuneração: 10% a.a.Remuneração: 9% a.a.Remuneração: 11% a.a.
Vencimento: 4 anosVencimento: 2 anosVencimento: 6 anos
Risco: MédioRisco: BaixoRisco: Alto

Portanto, diversifique. Não coloque toda a sua aposta em um único CRI. Alternativamente, invista em outros tipos de ativos para suavizar os riscos. Como resultado, seu dinheiro fica mais protegido contra imprevistos do mercado.

Em suma, busque informações com quem entende. Consulte o assessor de investimentos e leia relatórios de análise. Aliás, jamais invista por impulso ou só porque viu alguém falando bem em redes sociais. O ideal é garantir que o CRI escolhido realmente faz sentido nos seus planos e perfil.

E, acompanhe de perto o rendimento dos títulos e as condições do mercado. Eventualmente, mudanças econômicas podem afetar tanto rentabilidade quanto risco. Assim sendo, mantenha-se sempre atento e atualizado.


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Tendências recentes e perspectivas futuras dos CRIs

Primeiramente, nos últimos anos, os CRIs ganharam mais espaço no mercado financeiro brasileiro. Cada vez mais investidores buscam alternativas sólidas e com rendimento acima da poupança.

Afinal, títulos atrelados ao setor imobiliário podem trazer segurança e lucros previsíveis, principalmente em períodos de juros elevados.

Atualmente, observa-se uma tendência clara de aumento na diversidade dos lastros utilizados nos CRIs. Ou seja, não são apenas financiamentos residenciais que dão origem aos certificados.

Agora, incluem-se, por exemplo, recebíveis de loteamentos, aluguéis de galpões logísticos e contratos de construção. Sem dúvida, essa variedade amplia o leque de oportunidades para quem quer investir.

Além disso, investidores institucionais e até mesmo estrangeiros mostram interesse crescente nesse instrumento.

E não é por acaso: o CRI combina rentabilidade, flexibilidade e benefícios tributários, como isenção de imposto de renda para pessoas físicas na maioria dos casos. Isso atrai tanto o investidor conservador quanto quem busca diversificar.

Confira, na tabela a seguir, algumas tendências observadas recentemente:

TendênciaImpacto
Lastros DiversificadosNovas oportunidades
Emissões sustentáveisAtração de investidores ESG
Baixa volatilidadeMais estabilidade
DigitalizaçãoProcessos mais ágeis

Posteriormente, surge uma questão relevante: até onde os CRIs podem evoluir? Ainda mais, quando se fala em sustentabilidade, é provável que veremos cada vez mais operações “verdes”, voltadas a empreendimentos com menor impacto ambiental.

Por conseguinte, investidores atentos a critérios ESG tendem a encontrar nos CRIs alternativas alinhadas a esses valores.

Para o futuro, especialistas apontam para avanços tecnológicos na análise de riscos e automação das emissões. A saber, plataformas digitais prometem agilizar trâmites, reduzir burocracia e facilitar o acesso de pequenos investidores.

Portanto, a tendência é que os CRIs se consolidem como opção de destaque no cenário dos investimentos brasileiros, acompanhando as transformações do mercado e as novas demandas sociais.


Dicas essenciais para monitorar e gerenciar seus investimentos em CRI

Assim como cuidar de uma planta, acompanhar seus investimentos em CRI exige atenção frequente. Consulte sempre o extrato da corretora para acompanhar os rendimentos recebidos. Caso note alguma diferença nos valores pagos, entre em contato imediatamente.

Em geral, os pagamentos acontecem mensalmente, mas é importante conferir as datas exatas no contrato.

Logo após a compra de um CRI, organize uma planilha simples para controlar as datas, taxas e valores investidos. Uma tabela de acompanhamento pode ser sua maior aliada:

EmissorVencimentoTaxa (% a.a.)Próx.Pagamento
Banco A10/202710,5%15/07/2024
Securitizadora B04/203012,0%01/08/2024

De tempos em tempos, avalie a saúde financeira do emissor. Afinal, o risco do CRI está ligado à capacidade de pagamento do devedor. Consulte relatórios e notícias. Nessa linha, se o rating da empresa cair, pense em tirar dúvidas com seu assessor ou até considerar mudanças na carteira.

Para entender o impacto dos rendimentos pagos, some o valor dos juros recebidos ao longo do tempo. Assim sendo, você enxerga, de fato, se o CRI está entregando o que foi prometido. Caso queira comparar diferentes títulos, calcule o yield anualizado de cada um.

Por exemplo, digamos que dois CRIs paguem juros mensais. Um deles tem atrasos frequentes. É provável que, apesar da promessa de taxa maior, o título sem atrasos ofereça mais estabilidade e tranquilidade a longo prazo.

Além disso, mantenha cópias digitais dos documentos dos seus investimentos, como contratos, notas de corretagem e informes de rendimento. Dessa forma, seu controle será maior. Um bom arquivamento evita surpresas na época da declaração do Imposto de Renda.

Por fim, lembre-se: monitorar seus CRIs não é tarefa difícil, mas exige constância. Assim como um relógio precisa de corda, CRIs pedem acompanhamento. Regularidade no monitoramento pode gerar bons frutos no futuro.


Perguntas frequentes

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Se você quer entender melhor o que é CRI, então confira abaixo a nossa listagem de dúvidas mais comuns sobre o tema.

O que significa “CRI”?

CRI é a sigla para Certificado de Recebíveis Imobiliários. Em síntese, é um título de crédito emitido por securitizadoras, ligado ao setor imobiliário. Ou seja, funciona como um investimento em que o investidor empresta dinheiro para o setor imobiliário e, em troca, recebe juros.

Por exemplo, imagine que você empresta seu dinheiro para uma construtora terminar um prédio. Você recebe uma promessa de pagamento. O CRI é essa promessa, formalizada como título.

Para que serve o CRI?

Simples. Serve para captar recursos do mercado para o setor imobiliário, especialmente para projetos de construção e compra de imóveis.

Em contrapartida, os investidores ganham rendimentos, geralmente atrelados à inflação ou taxas de juros. Assim sendo, o CRI é uma forma de financiar o crescimento do setor sem depender apenas dos bancos.

Como funciona um CRI, na prática?

  • Primeiramente, uma empresa imobiliária gera “recebíveis” – dívidas a receber, como parcelas de imóveis vendidos.
  • Então, esses recebíveis são repassados para uma securitizadora.
  • Posteriormente, a securitizadora emite os CRIs, que são vendidos aos investidores.
  • Com o dinheiro dos investidores, a empresa toca o projeto. Em troca, paga juros periodicamente.
  • Ao final, o investidor recebe de volta o valor investido, acrescido dos juros.

É como emprestar dinheiro com garantia de receber de volta, mais um rendimento.

Quais as vantagens de investir em CRI?

De fato, investir em CRI pode ser interessante para quem busca:

  • Rendimentos atrativos: Os juros costumam ser superiores à poupança e a outros investimentos tradicionais.
  • Isenção de imposto de renda para pessoas físicas: Isso significa um retorno líquido melhor.
  • Diversificação: É mais uma forma de espalhar seus investimentos.
  • Proteção contra a inflação: Muitos CRIs têm rendimento atrelado ao IPCA.

Assim sendo, pode ser uma boa alternativa para investidores de médio e longo prazo.

Quais são os riscos dos cris?

Nem só de vantagens vive esse investimento. Conforme qualquer aplicação de renda fixa, existem alguns riscos:

  • Risco de crédito: O emissor do CRI pode não pagar o prometido.
  • Risco de liquidez: Ou seja, pode não ser tão fácil vender um CRI antes do vencimento.
  • Risco do mercado: Se os juros sobem, o valor do CRI pode cair antes do vencimento.

Portanto, nada impede que você diversifique e tome cuidado na escolha.

Quem pode investir em CRI?

Atualmente, qualquer pessoa física pode investir em CRI. entretanto, vale ressaltar que nem todas as corretoras oferecem esses títulos para qualquer perfil de investidor. Diga-se de passagem, o investimento mínimo costuma ser mais alto do que em outros ativos. Portanto, informe-se antes de investir.

Como faço para investir em CRI?

  • Primeiramente, abra uma conta em uma corretora de valores.
  • Depois, busque por cris disponíveis na plataforma.
  • Assim que encontrar um CRI de seu interesse, verifique prazo, rentabilidade, rating e lastro.
  • Por fim, realize a aplicação e acompanhe seus rendimentos.

Logo após a compra, seus rendimentos já começam a contar.

CRI é seguro?

Sem dúvida, o CRI tem suas garantias, mas não conta com a proteção do FGC (Fundo Garantidor de Créditos). Assim, deve-se analisar bem a qualidade do lastro (os recebíveis) e da empresa emissora. quanto melhor o rating, mais seguro tende a ser o investimento.

Vale a pena investir em CRI?

De fato, o CRI pode ser interessante para quem quer diversificar e ganhar mais que na renda fixa tradicional. Entretanto, não esqueça de avaliar riscos, prazos e entender como funciona o título antes de investir. Por isso, busque sempre informações confiáveis e orientação profissional, caso tenha dúvidas.



Principais conclusões

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Enfim, agora você já sabe o que é CRI e por que esse termo faz tanto sentido no mercado financeiro. Afinal, aprender é sempre o primeiro passo para tomar decisões melhores.

Resumindo, o CRI pode ser comparado a um bilhete que você vende para alguém em troca de dinheiro, prometendo devolver esse valor em determinado prazo, com juros. Simples assim.

Portanto, antes de investir, lembre-se:

  • Analise o risco envolvido
  • Veja se o retorno compensa
  • Cheque sempre o emissor

De toda forma, estudar outras opções pode fazer sentido para o seu perfil. Outrossim, vale conversar com especialistas ou buscar mais fontes confiáveis.

Por fim, investir não é apenas buscar lucros, mas entender o que faz sentido para você. Então, da próxima vez que ouvir falar de CRI, já vai saber: oportunidade ou risco? Depende. O importante é escolher de forma consciente.

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